Do Nada
A Luz surgiu do nada,
Iluminou a área,
Flutuou pelos espaços,
Todos áridos.

Silenciou a noite,
Paixão fulminante,
Toque harmônico,
Respiração ofegante.

No silêncio senti o gozo
De tão grande carinho
Aninhar-se em meu peito
Tão farto de suspiros.

E ao abrir os olhos percebi
Que a luz, raio hipnótico,
Havia sumido,
Tomado outro caminho...

Sozinha, então,
Voltei os olhos para o travesseiro
E uma gota surgiu do nada,
Salgada e em desalinho,
Acompanhada da saudade
De um dia ter sorrido.

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